05/08/2026
Palpitação no coração é a percepção dos próprios batimentos cardíacos. A pessoa pode sentir o coração acelerado, forte, irregular, “pulando” ou como se estivesse falhando. Em muitos casos, essa sensação é passageira e não indica uma doença. No entanto, episódios recorrentes, prolongados ou acompanhados de outros sintomas precisam de avaliação médica.
A necessidade de atendimento depende do contexto. Uma palpitação no coração isolada, sem mal-estar, pode ser investigada em consulta programada. Por outro lado, palpitação que não cede ou surge com dor no peito, falta de ar importante, desmaio ou piora súbita exige atendimento imediato.
Atenção aos sinais de emergência
Procure atendimento imediatamente se a palpitação não passar ou estiver acompanhada de:
dor ou pressão no peito
falta de ar importante
desmaio ou sensação intensa de desmaio
confusão, perda de consciência ou colapso
suor frio, palidez ou piora súbita do estado geral
Se houver desmaio, confusão ou sintomas intensos, não dirija. Peça ajuda ou acione um serviço de emergência.
A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) destaca que a palpitação no coração é a percepção consciente dos batimentos cardíacos. Ela pode aparecer como uma sensação de aceleração, batidas fortes, ritmo irregular, “pulos” ou pequenas pausas. Trata-se de um sintoma, e não de um diagnóstico. Portanto, a causa só pode ser definida após avaliação do contexto e, quando necessário, realização de exames.
A sensação de palpitação no coração varia de uma pessoa para outra. Algumas percebem batidas rápidas; outras sentem o coração “martelando”, tremendo ou falhando. Também é possível notar um batimento antecipado, seguido de uma pausa breve e de uma batida mais forte.
Além do peito, a palpitação pode ser percebida no pescoço ou na garganta. A duração também varia: pode ocorrer por segundos, minutos ou por mais tempo. Entretanto, a duração isolada não determina a gravidade.
Não. Embora esses termos sejam usados como sinônimos no dia a dia, eles representam conceitos diferentes:
Palpitação: é a sensação percebida pela pessoa.
Taquicardia: é uma frequência cardíaca objetivamente acelerada para aquele contexto.
Arritmia: é uma alteração na frequência ou na regularidade do ritmo cardíaco.
Assim, nem toda palpitação corresponde a uma arritmia. Da mesma forma, uma arritmia pode existir sem causar uma sensação evidente.
A palpitação precisa de atendimento imediato quando não cede ou aparece junto de sinais que podem indicar comprometimento cardiovascular ou neurológico. O grau de urgência não deve ser definido apenas pelo número mostrado em um relógio ou medidor.
Dor ou pressão no peito, falta de ar importante, desmaio, quase desmaio, confusão, perda de consciência, suor frio e piora súbita são sinais de alerta. Nessas situações, o NHS, ou Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido, recomenda buscar atendimento médico. Mesmo que os sintomas tenham melhorado, uma avaliação breve pode ser necessária, principalmente quando houver dor no peito, desmaio ou dificuldade respiratória.
Uma consulta com cardiologista deve ser considerada quando os episódios:
voltam a acontecer ou ficam mais frequentes
aparecem em repouso ou sem um gatilho claro
duram mais do que o habitual
surgem durante atividade física
interferem no sono, no trabalho ou ao dirigir
vêm acompanhados de tontura, cansaço ou mal-estar
ocorrem em quem já possui doença cardíaca
estão associados a histórico familiar cardiovascular relevante
Mesmo que a palpitação tenha passado, o relato pode ajudar o médico a planejar a investigação.
O coração acelerado “do nada” pode estar relacionado a fatores do cotidiano ou a condições de saúde. Como diferentes causas produzem sensações semelhantes, não é possível determinar a origem apenas pela forma como o episódio foi percebido. Um artigo publicado na EP Europace – EHJ Arrhythmias and Electrophysiology, revista da European Heart Rhythm Association (EHRA), indica que “em muitos casos, não se chega a um diagnóstico definitivo, ou pelo menos provável, da causa das palpitações”.
Estresse, ansiedade, privação de sono, atividade física, febre e desidratação podem alterar os batimentos ou aumentar sua percepção. Cafeína, energéticos, álcool, nicotina, alguns medicamentos e substâncias estimulantes também podem estar envolvidos.
Isso não significa que todos esses fatores precisem ser eliminados de forma universal. O mais adequado é informar ao médico o que ocorreu antes do episódio e seguir uma orientação individualizada.
Anemia, alterações da tireoide, problemas estruturais do coração e diferentes tipos de arritmia podem causar palpitações. As extrassístoles, por exemplo, são batimentos que acontecem antes do esperado e podem ser percebidos como uma “falha” ou um “pulo”.
Por isso, episódios repetidos merecem avaliação, sobretudo quando surgem em repouso, durante esforço ou junto de outros sintomas.
A ansiedade pode provocar ou intensificar a percepção dos batimentos. No entanto, sintomas emocionais e cardíacos podem se sobrepor. Presumir que a causa é apenas ansiedade pode atrasar a investigação de outra condição.
O cardiologista considera o momento de início, a duração, os gatilhos, o histórico de saúde, o exame físico e, quando indicado, exames complementares.
Durante o episódio, a prioridade é interromper atividades que possam trazer risco. Se houver tontura, sente-se em um local seguro. Em seguida, observe se existe dor no peito, falta de ar, fraqueza intensa, desmaio ou piora rápida.
Não tome medicamentos, não altere doses e não realize manobras para tentar controlar os batimentos sem orientação profissional.
Quando for possível, registre e repasse para o médico detalhes como:
horário de início e término
duração aproximada
início e fim súbitos ou graduais
sensação de ritmo regular ou irregular
atividade realizada no momento
consumo recente de café, energético, álcool ou outras substâncias
medicamentos em uso
presença de dor, falta de ar, tontura, suor frio ou desmaio
dados de relógio inteligente ou outro dispositivo, se disponíveis
Registros de dispositivos podem complementar a conversa, mas não confirmam nem descartam um diagnóstico.
A investigação começa pela história clínica e pelo exame físico. Depois, o cardiologista define se há necessidade de registrar a atividade elétrica do coração, avaliar sua estrutura ou pesquisar causas não cardíacas.
O médico pergunta quando os episódios começaram, com que frequência aparecem, quanto duram, se começam de forma súbita e quais sintomas ocorrem ao mesmo tempo. Também considera doenças existentes, histórico familiar, medicamentos, estimulantes e exames anteriores.
O eletrocardiograma registra a atividade elétrica do coração naquele momento. Ele pode identificar diferentes alterações do ritmo. Entretanto, um resultado normal fora do episódio não exclui necessariamente uma alteração intermitente.
O Holter registra continuamente a atividade elétrica do coração por um período prolongado, frequentemente durante a rotina habitual. O diário de sintomas pode ser comparado ao registro para verificar o que acontecia com o ritmo no horário da palpitação. A American Heart Association recomenda esse exame para diagnosticar arritmias.
Quando os episódios são raros, o médico pode considerar outros tipos de monitoramento por períodos maiores. Ainda assim, nenhum exame garante que a causa será registrada.
Em situações selecionadas, o ecocardiograma pode avaliar a estrutura e o funcionamento do coração. O teste ergométrico pode ser considerado quando os sintomas aparecem com esforço. Exames laboratoriais podem investigar anemia, alterações da tireoide ou outros fatores.
Já o MAPA monitora a pressão arterial ao longo do dia e da noite. Portanto, ele não substitui o Holter na avaliação do ritmo cardíaco.
O tratamento depende da causa identificada. Em alguns casos, o cuidado envolve a abordagem de gatilhos ou de condições associadas. Em outros, podem ser indicados medicamentos ou procedimentos específicos para determinados tipos de arritmia.
Por isso, não existe uma conduta única para todas as palpitações. Mudanças no consumo de estimulantes, no uso de medicamentos ou na rotina devem ser discutidas com o profissional responsável.
Onde avaliar palpitações e realizar exames em Porto Alegre?
O Hospital Mãe de Deus (HMD) oferece atendimento em Cardiologia e exames cardiológicos conforme indicação médica, incluindo eletrocardiograma, Holter, ecocardiograma e teste ergométrico. A integração entre consulta, diagnóstico e estrutura hospitalar pode facilitar a organização da jornada de quem precisa investigar sintomas recorrentes.
Em situações agudas, a Emergência Cardioneurológica do HMD conta com cardiologistas e neurologistas 24 horas. O acesso fica na Rua José de Alencar, 286, Acesso 3, em Porto Alegre.
Se você já recebeu uma solicitação médica, agende seu exame cardiológico pelos canais oficiais do Hospital Mãe de Deus. Caso ainda não saiba qual exame é indicado, marque uma avaliação com a equipe de Cardiologia. Palpitação acompanhada de dor no peito, falta de ar importante, desmaio ou piora súbita exige atendimento imediato.
Revisão técnica:
Nome: Dr. Eduardo Bartholomay
Especialidade: Cardiologia
CRM: 23989
Cargo: Gestor de Especialidades Cardiovasculares do Hospital Mãe de Deus
Data de atualização: 05/08/2026
Palpitação é a percepção dos próprios batimentos cardíacos. O coração pode parecer acelerado, forte, irregular ou como se estivesse “falhando”. É um sintoma, não um diagnóstico.
Nem toda palpitação representa uma condição grave. Entretanto, episódios recorrentes, prolongados ou associados a outros sintomas precisam de avaliação médica.
Estresse, ansiedade, falta de sono, cafeína, álcool, alguns medicamentos e diferentes condições de saúde podem estar envolvidos. A ausência de um gatilho evidente não permite determinar a causa.
A palpitação pode acontecer em repouso, mas episódios repetidos, prolongados ou acompanhados de mal-estar devem ser avaliados por um profissional de saúde.
Não é possível diferenciar apenas pela sensação. O médico considera o contexto, o histórico, o exame físico e, quando necessário, exames como eletrocardiograma ou Holter.
Palpitação é uma sensação percebida pela pessoa. Arritmia é uma alteração objetiva na frequência ou no ritmo cardíaco. Uma pode ocorrer sem a outra.
Procure atendimento imediato se a palpitação não passar ou estiver acompanhada de dor no peito, falta de ar importante, desmaio, confusão, perda de consciência ou piora súbita.
O cardiologista é o especialista que costuma avaliar palpitações, fatores de risco e possíveis alterações do ritmo cardíaco.
O Holter registra a atividade elétrica do coração por período prolongado e pode ajudar a relacionar o sintoma ao ritmo cardíaco. Sua indicação depende da avaliação médica.
O Hospital Mãe de Deus oferece atendimento em Cardiologia e exames cardiológicos conforme indicação. Em caso de sinais de emergência, procure atendimento imediatamente.